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Pri Helena fala sobre desafios e curiosidades em “La Vida de Las Mujeres”

Natural de Juiz de Fora, em Minas Gerais, a atriz Pri Helena, de 27 anos, está atualmente na série “La Vida de Las Mujeres”, a primeira série de comédia da Linha Produções. Estudante da CAL no Rio de Janeiro, Pri já está no seu segundo trabalho na produtora, sendo a primeira como Luísa na web série “Além de Alice”.

Trabalhando profissionalmente desde 2014, também encabeça o projeto autoral “Grilla!”, um canal que se debruça sobre performances poéticas e audiovisual. Em relação a “La vida de Las Mujeres”, a série é uma produção 100% independente, e o primeiro produto de comédia lançado pelo canal da Linha Produções.

Nesse momento, você está n a série “La Vida de Las Mujeres” da Linha Produções. Como está sendo participar desse projeto?

Na semana que vem vamos para o último episódio de La Vida de Las Mujeres. Estou muito feliz com o resultado e com todo o retorno da galera que segue a linha e que comprou com a gente essa primeira experiência de comédia. Minhas expectativas para o último episódio são muito boas. Teremos uma participação mais que especial nesta última parte. Acho que o saldo é muito positivo, enquanto produto e enquanto experiência artística pessoal. Estou feliz com tudo o que La Vida de Las Mujeres me trouxe. Gratidão é o que tenho por toda a galera da Linha e pelos expectadores que acompanharam o trabalho.

Sabemos que uma de suas dificuldades para esse trabalho foi a questão do idioma. Poderia nos contar um pouco mais sobre os bastidores?

Eu sempre flertei com o espanhol. A cultura Latina é apaixonante. E quanto mais eu conheço, mais fico encantada. O espanhol é o idioma mais bonito, na minha opinião. E eu sou completamente apaixonada por Cuba. Então, há tempos atrás, comecei a ler alguns livros que não tinham tradução para o Português. Tudo em espanhol. Entendo bem quando se trata da leitura. Mas falar essa língua é outra coisa, ne? Quando essa personagem chegou para mim eu fiquei desesperada. Porque eu definitivamente falo um portunhol bem truncado (risos). E foi muito rápido. A Thai me convidou e na semana seguinte já estávamos gravando. Eu contei com uma ajuda muito importante que foi de uma amiga, a Fernanda Vidal. Que me orientava pelo celular com algumas pronúncias. Mas é isso. Muito rápido. Não deu tempo de aprender o idioma. Então, assumi o “portunhol” e muito da comédia se deu nisso. Foi uma aposta. E quando acreditei nela, fluiu. Acho que a arte se dá exatamente nisso: em acreditar no que você está fazendo e mergulhar. A equipe foi superpaciente. Gravamos num calor pesado, num ambiente pequeno para o número de pessoas que estavam no set e eu com uma dificuldade absurda com o idioma. Mas o carinho e a atenção das meninas foi muito importante pra eu estar tranquila e tentar quantas vezes fosse necessário. A Giul, minha parceira, é um ser inacreditável. Ela confia em mim, no meu trabalho. E essa confiança me fazia tentar ser o melhor que pudesse.

Como está sendo contracenar com Giul Abreu na série?

A Giul é minha amiga pessoal, né? Além de minha sócia no Grilla!. Nossa parceria começou na Linha Produções mesmo, em Além de Alice. Nos apaixonamos e desde então seguimos juntas: eu, ele e a Rebeca Figueiredo. Nosso trio. La Vida de Las Mujeres foi uma aventura para a gente, porque nem eu e nem nós somos da comédia. Mas, cara, a Giul é sensacional. Ela passa uma segurança absurda. E temos uma afinidade muito gostosa. Jogamos uma com a outra e a cena flui. Nós olhamos. Respiramos. E vamos lá. Eu amo essa mulher. A Giul não tem frescura em cena. Ela se joga. E a cada dia que passa vai ser tornando uma artista incrível, exatamente porque ela se permite. E eu acho isso bonito demais. Foi muito bom dividir uma trama com ela tão diferente do que vivemos em Além de Alice. Foi uma experiência nova e cheia de afeto. Nos últimos dias de gravação, a Giul perdeu o cachorro dela. E como muita gente sabe, eu e ela somos as “loucas dos cachorros”. Ela chegou no set, com os olhos inchados. Triste. Destruída. Nós olhamos e nos abraçamos. E foi só. Não precisava dizer nada porque ela já sabia. E com a gente é assim. Então, estar com a Giul, em cena ou fora dela, é sempre um presente.

Essa não é sua primeira produção na Linha. Qual a diferença que você encontrou entre os antigos trabalhos?

Eu fiz com a Linha, a segunda temporada da websérie Além de Alice. É tudo diferente. Primeiro a comicidade em La Vida que não tinha em Além de Alice. Segundo que La Vida não tem uma ordem cronológica dos acontecimentos e nem outros personagens. A série foi toda gravada em uma locação apenas. La Vida de Las Mujeres é um produto mais simples, mas que, exatamente por isso, conta muito com o trabalho das atrizes. Somos nós duas e só. Não tem para onde fugir (risos). Em contrapartida, Além de Alice exigia uma preparação muito bizarra porque tinham cenas muito fortes, delicadas, pesadas. Um leque grande de situações muito diferentes as quais as personagens eram submetidas. São trabalhos muito diferentes, e experiências importantes em ambos os casos.

Essa é a primeira comédia da produtora, existe um desafio novo para os atores se tratando desse gênero?

Sim, total. Eu, particularmente, já fiz alguns trabalhos cômicos, principalmente no teatro. Mas, um protagonismo de uma websérie… Nossa que responsa! Eu acho comédia superdifícil de fazer. É um desafio para mim. Não é fácil fazer as pessoas rirem. Eu não acho, ao menos.

A série terá como temática o relacionamento LGBTQ+, você acredita que esse tipo de assunto já esteja sendo abordado mais tranquilamente com o público?

Eu acho que existe um movimento que luta para se consolidar nesse espaço. É uma temática importantíssima. Ainda mais nesses tempos de tanto ódio e preconceitos aflorados, extremistas. A ideia é essa: levar a representatividade para todos os lugares, para que mais pessoas se identifiquem e se sintam confortáveis, representadas, livres. Livres para toda forma de amor. Muitos produtos que abordam essa temática estão ressignificando o que antes era sempre algo representado com base em estereótipos. Isso é importante, porque isso é respeito.

Qual o significado desse trabalho para você?

La Vida foi um desafio delicioso e cheio de descobertas. Só gratidão por tudo o que vivemos e por tudo que foi esse trabalho. Juanita tem meu coração todinho. Porque ela é intensa, ela é de verdade. E eu gosto disso. Aprendi muito com ela. Agradeço muito a Thai pela oportunidade e, principalmente, pelo trabalho que a Linha Produções desenvolve em meio ao caos e a todas as dificuldades de se levantar um produto sem grana nenhuma. Eu sou apaixonada pelo amor entre Juanita e Cecília.

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