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Protesto em Hong Kong contra extradição fica fora de controle

Milhares de cidadãos chineses estão nas ruas causando tumulto em protesto contra o governo.

protestos em hong kong

Logo após o presidente executivo de Hong Kong comparar os manifestantes do protesto contra a extradição na China com “crianças mimadas”, a polícia de choque precisou ser acionada para poder defender o Conselho Legislativo da cidade contra o tumulto.

Dezenas de tijolos, garrafas e outros materiais foram jogados contra os policiais, que em uma ofensiva foram obrigados a atirar bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e dispersar a multidão com spray de pimenta. O cassetete também foi usado contra a multidão nesta quarta-feira na parte da tarde.

Todos os manifestantes estão irritados e são contra a lei de extradição que deverá permitir que pessoas sejam mandadas para a China Continental, com a finalidade de julgamento. Os protestos estão bem calorosos na região do Conselho Legislativo de Hong Kong.

Cerca de 20 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas aos hospitais locais. Muitos manifestantes são jovens e um grande grupo com camisetas pretas são os que mais estão atuando contra os policiais, que prontamente estão revidando às investidas.

Durante esta manhã os policiais chegaram a carregar um luminoso onde pediam a pacificação dos manifestantes, alertando que se a ordem fosse desacatada, eles seriam obrigados a usarem a força. Mas tudo acabou sendo em vão, e no auge da raiva da multidão, os policiais acabaram utilizando dos métodos citados acima.

Lei de extradição

O debate marcado para esta quarta-feira no Conselho Legislativo de Hong Kong, teve que ser adiado em virtude da confusão. Diversos juízes e advogados que trabalham em Hong Kong, citam que o sistema judicial de Pequim não é capaz de atender os critérios básicos de justiça.

A lei de extradição começou a ser discutida novamente neste último mês de fevereiro. Ela propõe mudanças onde as extradições devem ser mais simples para suspeitos de crimes cometidos na China, Taiwan e Macau. O governo de Hong Kong quer aprovar a lei para fechar a “brecha” que está permitindo a cidade se tornar um refúgio para criminosos da China Continental.

A norma deverá retirar do Conselho Legislativo a supervisão dos acordos de extradição. Hoje Hong Kong conta com tratados específicos com 20 países. A mudança na lei colocaria um fim a eles, o que poderá trazer inúmeros julgamentos sem precedentes.

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