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Balanço da primeira rodada da Copa América

Brasil, Colômbia, Uruguai e Chile são os destaques; Argentina a decepção

Nesta terça-feira, dois jogos movimentam a 2ª rodada da Copa América: Bolívia x Peru se enfrentam às 18h30 e Brasil x Venezuela medem forças às 21h30. Antes disso, saiba aqui no TVEBRASIL qual foi o balanço da primeira rodada da competição.

Imagem relacionadaFoto: divulgação

GRUPO A

Brasil – 3 pontos
Peru – 1 ponto
Venezuela – 1 ponto
Bolívia – 0 ponto

Foto; Twitter Copa América

Apesar do primeiro tempo em branco diante da Bolívia, o Brasil não teve dificuldades na primeira rodada. A Seleção foi a que teve maior posse de bola (70%) entre os 12 participantes. Além disso, também foi a primeira no número de passes certos, 528.

O técnico Tite mudou o esquema que vinha utilizando: saiu do 4-1-4-1 e foi para o 4-2-3-1. A dupla de volantes titular é formada por Casemiro e Arthur, este desfalque na rodada inaugural sendo substituído por Fernandinho. Do meio para trás, o time já tem jogadores titulares definidos. Os outros são: Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luís. No setor ofensivo ainda há disputas, como a entre Everton e David Neres.

Já pelo lado da Bolívia, novamente irá apenas cumprir tabela. Apesar da renovação que está sendo feita e que precisa ser aceita com paciência pelos seus torcedores, como comentou o técnico Eduardo Villegas após o jogo contra o Brasil, a seleção ainda carece de boas peças. A equipe foi a que teve menor posse de bola e passes certos na primeira rodada: 30% e 130.

Passam os anos e os destaques ainda seguem sendo aqueles da velha safra: o meia Chumacero e o atacante Marcelo Moreno, que nesta Copa América briga para se tornar o maior artilheiro da história da seleção.

Entre as outras duas seleções, o Peru deve ficar com a segunda vaga do grupo. No duelo diante da Venezuela, o time de Ricardo Gareca apresentou melhor nível técnico, teve dois gols bem anulados pelo VAR, e ficou no empate sem gols.

A Venezuela tem como principal destaque o goleiro Fariñez, vice-campeão sub-20 com a seleção e alvo recente do Barcelona no mercado de transferências. Goleiro seguro e com ótima perspectiva futura. O atacante Rondón, maior artilheiro da história da seleção, também deve ser lembrado. O técnico Rafael Dudamel conseguiu evoluir o futebol da seleção, mas ainda não o suficiente para brigar com o pelotão de frente sul-americano.


Foto: Twitter Copa América

GRUPO B

Colômbia – 3 pontos
Catar – 1 ponto
Paraguai – 1 ponto
Argentina – 0 ponto


Foto: Twitter Copa América

A maior decepção da primeira rodada foi a Argentina. O time do técnico Lionel Scaloni não mostrou organização tática, mais uma vez teve dependência do seu principal astro, Lionel Messi, e um sistema defensivo frágil, com dois volantes sem função de aproximação ao ataque. Di Maria, por exemplo, tem sido titular mais pelo nome do que pelo que vem demonstrando em campo. Tanto que para a segunda rodada deve ser substituído por De Paul, meia da Udinese.

Ao contrário dos argentinos, a Colômbia do técnico Carlos Queiroz mostrou que pode brigar por coisas grandes nesta Copa América. Se não é uma das favoritas pode vir a incomodar as seleções com tal rótulo. Segura defensivamente, com ótima dupla de zaga – Mina e Davinson Sánchez – e fatal no seto ofensivo. O time finalizou duas vezes ao gol e marcou nas duas na rodada inaugural – com Martínez e Zapata, ótimas opções do banco de reservas. Com o titular Muriel cortado por conta de lesão, os dois vão brigar por uma vaga ao lado de Falcao García.

Catar e Paraguai fizeram um dos, senão o jogo mais animado da primeira rodada. Com o espanhol Félix Sánchez no comando da seleção (que tem passagens pela base do Barcelona), os cataris mostraram toques envolventes e consciência técnica em campo. No setor defensivo a fragilidade e aceitação por toques de bola do adversário podem fazer com que o resultado final de suas partidas sejam a certo ponto injusto. Como o 2 a 2 diante dos paraguaios.

O time trocou mais passes do que o seu rival – 302 a 155 – e teve mais posse de bola – 56% a 44% – mas a inocência defensiva fez diferença ao final dos 90 minutos. Certamente que a parte ofensiva também precisa ser melhorada, afinal a equipe finalizou apenas duas vezes no gol de Gatito Fernández, tendo 100% de aproveitamento ao marcar os dois gols.

O Paraguai do argentino Eduardo Berizzo tem a segunda maior média de idade da Copa América (27,6) só atrás do Chile, com 28,6. A falta de jovens talentos faz com que jogadores veteranos ainda sejam destaques pela seleção, a exemplo do atacante Óscar Cardozo. Faz jogo primordial diante da Argentina na segunda rodada para ver quem deve avançar de fase ao lado da Colômbia.

Foto: Luisa Gonzalez

GRUPO C

Chile – 3 pontos
Uruguai – 3 pontos
Equador – 0 ponto
Japão – 0 ponto


Foto: Twitter Copa América

Grupo sem segredos. Chile e Uruguai vão avançar. A briga é pela primeira posição. Maiores campeões da Copa América, os uruguaios são um dos principais candidatos ao título. Com uma defesa sólida e um ataque poderoso, o meio-campo da Celeste ainda segue como a principal deficiência da seleção. Entretanto, Bentacur e Lodeiro tiveram boas aparições na primeira rodada.

O Chile é a seleção com maior média de idade desta Copa América: 28,6 anos. Do elenco que conquistou o título em 2016, saíram: Claudio Bravo, Johnny Herrera, Eugenio Mena, Enzo Rocco, Francisco Silva, Fabián Orellana, Marcelo Díaz, Mauricio Pinilla, Mark González e Edson Puch. Da primeira conquista, em 2015, permanecem: Mauricio Isla, Jean Beausejour, Gary Medel, Gonzalo Jara, Arturo Vidal, Charles Aránguiz, José Pedro Fuenzalida, Alexis Sánchez e Eduardo Vargas.

O Japão disputa a sua segunda Copa América com um elenco repleto de jogadores jovens – é a seleção com menor média de idade: 22,3. A ideia do país é dar rodagem ao elenco, que visa a disputa dos próximos Jogos Olímpicos, que será em Tóquio em 2020. Dos 23 convocados para o torneio sul-americano, apenas seis não tem idade olímpica. Destes, apenas dois atuaram na Copa Asiática em janeiro deste ano, quando o Japão perdeu a final para o Catar: Takehiro Tomiyasu e Gaku Shibasaki.

Por fim, o Equador, que nos discursos dos jogadores demonstravam confiança em brigar com os grandes do continente, deve mais uma vez ficar na fase de grupos, fato que aconteceu nas últimas sete edições. A última vez que avançou foi em 1999. Equador ao lado da Venezuela são as únicas seleções da América do Sul que nunca venceram a Copa América.


Foto: Twitter Copa América
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