Putin reconhece três dias depois que o submarino em chamas era nuclear

    O presidente russo, Vladimir Putin, revelou na quinta-feira que o submarino militar secreto queimado há três dias era movido a energia nuclear, o que levou o ministro da Defesa russo a assegurar-lhe que seu reator havia sido contido em condições seguras.

    A divulgação tardia das informações

    Autoridades russas foram acusadas de tentar encobrir os detalhes do acidente que causou a morte de 14 tripulantes durante a execução do que o Ministério da Defesa chamou de estudo do fundo do mar perto do Ártico

    A divulgação tardia de informações sobre o incidente pelo Kremlin levou a comparações com a opacidade com que a União Soviética lidou com o desastre da usina nuclear de Chernobyl em 1986, bem como com outro acidente fatal no fundo do mar: o naufrágio em 2000. do submarino Kursk, também de propulsão nuclear, que matou 118 vidas.

    A Rússia, que diz que os detalhes do submarino em chamas são classificados, disse que o incidente ocorreu na segunda-feira, embora tenha sido revelado oficialmente no final da terça-feira.

    Também não houve confirmação oficial sobre se a espaçonave tinha um reator nuclear até quinta-feira, apesar do interesse das autoridades norueguesas vizinhas.

    Putin, em uma reunião no Kremlin com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, revelou que o submarino foi alimentado por energia nuclear, perguntando ao ministro sobre o estado do reator após o incêndio.

    “O reator nuclear do navio está completamente isolado”, disse Shoigu a Putin, segundo uma transcrição do Kremlin. “A tripulação tomou todas as medidas necessárias para proteger o reator, que está em perfeitas condições de funcionamento”, acrescentou.

    O fogo explodiu no compartimento da bateria do submarino, acrescentou Shoigu, e depois se espalhou. Embora o Kremlin tenha anunciado o encontro entre Putin e Shoigu na manhã de quinta-feira, não foi especificado quando a reunião ocorreu.

    Falando à Reuters, o diretor da Autoridade de Segurança Nuclear e Radiológica da Noruega, Per Strand, disse que o país escandinavo não foi formalmente informado do incidente. Strand disse estar confiante de que a situação foi rapidamente controlada pelas autoridades russas, embora tenha lamentado a falta de comunicação da parte dele.

    Fonte:Reuters Latin America

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